Maritmo Home Resort: Pipa receberá o primeiro projeto sustentável da região

Sustentabilidade será aplicada no método construtivo e na operação. Estima-se uma redução de 70% no uso de recursos naturais através da utilização de materiais leves, com maior eficiência térmica e acústica que reduzem tempo de construção.

São muitas as formas de aplicar o conceito da sustentabilidade na construção civil, mas este surpreende pela quantidade de soluções. Com um investimento na casa dos R$ 50 milhões, o empreendimento contará com reaproveitamento da água da chuva, 100% de energia fotovoltaica, tratamento de esgoto com reversão de 98% para água limpa, 90% de uso de matérias sustentáveis na construção e piscina sem uso de cloro. Isso para citar apenas alguns. Batizado de Maritmo Pipa Home Resort, o empreendimento será lançado em breve, aguardando apenas liberação do município.

A sustentabilidade, que já começa no projeto, será aplicada também no método construtivo e na operação. Estima-se uma redução de 70% no uso de recursos naturais através da utilização de materiais mais leves, com maior eficiência térmica e acústica que reduzem o tempo de construções. Haverá uso de apenas 20% da área permeável do terreno, replantio de árvores nativas e reaproveitamento de terra local para aterros e nivelamento. Para onde se olha, há uma solução ecológica ou sustentável.

Pipa já vem sofrendo com alguns problemas no que se refere a construções irregulares por causa da capacidade de esgotamento sanitário estar na casa de apenas 19,8%. Para resolver isso, neste projeto será construída uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com capacidade para atender todo o empreendimento, transformando água tratada em água com 98% de pureza, que será reutilizada para água de descarga sanitária.

O empreendimento será desenvolvido e comercializado seguindo a tendência mundial da economia do compartilhamento. Os imóveis serão utilizados em um sistema de multipropriedades que permite a utilização de um mesmo imóvel para vários proprietários, em turnos. É a relação entre a sustentabilidade e o mercado imobiliário, uma fórmula que permite que o imóvel seja muito mais aproveitado e não haja uma sobrecarga do destino com a construção de muitas unidades.

Recentemente, houve uma polêmica encabeçada pela associação de hotelaria do município, que questionou a concorrência desleal com sites que viabilizam a locação de imóveis em regime de diárias. O que casa perfeitamente com a proposta de multipropriedades, já que as residências não ficarão ociosas, e sim sendo utilizados pelos proprietários de forma alternada.

A cereja do bolo são as experiências. Jardins sensoriais, cinema ao ar livre, academia com bicicletas geradoras de energia, espaço kids com personagens da cultura local, sauna com som ambiente de cânticos de índios que habitaram a região. Toda a decoração e área de lazer será utilizado a cultural local e tecnologia de ponta como espelhos inteligentes e preparador físico holográfico. Enfim, varias soluções surpreendentes que fazem acreditar que estamos mesmo evoluindo.

Fonte: Agora RN